O Brasil se torna o maior mercado de fintechs da América Latina

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De acordo com relatório da agência de classificação de risco Fitch Ratings, divulgado em 17 de junho de 2022, as entidades de tecnologia financeira no Brasil estão navegando num oceano de oportunidades. Porém, isso não significa que será fácil enfrentar os desafios de um cenário econômico adverso e defender suas franquias.

O Banco Central já está se mobilizando para implementar iniciativas de fomento da concorrência, redução de tarifas bancárias e inclusão financeira.

É fato que a pandemia do coronavírus acelerou no Brasil o processo de digitalização bancária e permitiu a várias famílias ter acesso a serviços on-line numa facilidade jamais observada anteriormente.

O relatório também aponta que só o sistema Pix – lançado em 2020 – foi o precursor da inclusão financeira de mais de 50 milhões de pessoas, dentre essas, muitas realizaram pela primeira vez na vida uma transferência bancária. No final do mês de março de 2022, o sistema Pix já contava com 124 milhões de usuários e um volume de R$ 780 bilhões em transações todos os meses.

E não para aí, algumas fintechs estão se dedicando em desenvolver produtos atrelados ao Pix, como seguros contra fraudes e roubos de dispositivos e parcelamento.

A estrutura de Open Banking (Open Finance) no Brasil também está contribuindo para a expansão das fintechs facilitando o acesso a dados históricos dos clientes, dados antes só acessados pelas agências de crédito, além de já contarem com a própria base de clientes.

O relatório destacou que o negativismo com relação ao mercado somado à elevação das taxas de juros pode ser o grande desafio das fintechs, pois isso influencia diretamente na captação de clientes e na liquidez. Entradas futuros de novos capitais também serão tão desafiadoras devido à cautela dos investidores ante o atual cenário.

A Fitch ainda vê que os custos de aquisição de clientes limitarão os gastos das fintechs com relação ao marketing e é provável que o setor passe por novas transformações, voltando-se para a retenção de clientes.

Fintechs com perfil direcionado para negócios bem estruturados (clientes, produtos e canais) têm mais chances de manter o ritmo de crescimento expandindo no mercado ou adquirindo entidades menores.

É um setor emergente e deve ficar no radar. Nós da F360º, como uma fintech que somos, vamos continuar auxiliando cada vez mais pequenos e médios varejistas a terem uma gestão financeira completa e acessível.

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