Como foi o ano de 2021 para as franquias brasileiras?

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O setor de franquias é mesmo resiliente. Com sua característica de trabalho em rede, conseguiu em 2021 reverter as perdas de 2020 e retomar o patamar de faturamento anterior à pandemia.

Segundo balanço divulgado pela entidade oficial do setor, a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o franchising faturou R$ 185 bilhões no ano passado, 10,7% acima de 2020 – também acima da inflação de 10,06% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Se no começo do ano passado, a ABF previa uma alta de 2% para o crescimento do número de redes no setor, essa projeção se concretizou quatro vezes maior: a quantidade de redes de franquias subiu 8% em 2021, para 2.882.

O mesmo ocorreu com o número de unidades: de uma previsão inicial de alta de 5%, o franchising encerrou o ano passado com avanço de 9,1%, alcançando 170.999 unidades…. faltou uminha só para cravar nas 180 mil!

E teve mais: todos os 11 segmentos elencados pela ABF apresentaram crescimento em 2021 na comparação com o ano anterior, com destaque para Casa e Construção, com alta de 19,3% e faturamento de R$ 14,830 bilhões, e Saúde Beleza e Bem-estar, com elevação de 10,5% e receita de R$ 38,976 bilhões.

E o que motivou essa expansão do setor em um ano ainda marcado pela pandemia? De acordo com a ABF, alguns fatores contribuíram para esse desempenho:

* a suspensão das medidas restritivas de distanciamento social, ampliando o funcionamento do comércio em geral;

* o bom desempenho de alguns setores beneficiados pela maior permanência das famílias em casa, como o de construção civil e de saúde e beleza;

* os ganhos de eficiência das redes de franquias, que investiram mais na digitalização de suas operações, na multicanalidade e em novos modelos de negócios (home based e virtuais);

* a chegada de novos players no setor; e

* o aumento do movimento dos shopping centers, com a retomada gradual dos hábitos dos consumidores.

Nós, da F360º, que atendemos de perto esse setor, temos visto tudo isso na prática e o quanto cada uma dessas quase 180 mil unidades de franquias têm, mais do que nunca, a necessidade de uma gestão financeira mais otimizada.

Tanto que um dado que nos chamou a atenção foi que nem todas as franquias repassaram o impacto da inflação através de reajuste de preços. Esse índice foi de 67% e, ainda assim, o repasse foi, em média, de 30% do impacto total recebido.  Mais da metade delas (58%) readequaram suas operações.

Como nos disse o próprio presidente da ABF, André Friedheim, a quase totalidade das marcas de franquias reviram de cima a baixo seus planos de negócios e passaram a focar sua atenção na reformulação de processos, na consolidação de canais digitais de gestão, comunicação e vendas e na reformatação de produtos e serviços.

Não à toa nós estamos lado a lado com esse setor tão inovador e pujante, comemorando e partilhando dos seus ótimos resultados.

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