Análise da performance financeira: conheça 13 indicadores

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Todos os dias você vai até a sua empresa, verifica o que precisa ser feito, lida com vários clientes, realiza o pagamento de contas e contabiliza o caixa. Todas essas atividades são muito importantes, mas deixam de lado uma parte fundamental: a análise da performance financeira.

Essa tarefa é voltada para o estratégico e fundamental para quem deseja ter sucesso na sua empreitada. Ainda assim é possível que você esteja se perguntando: “por que eu devo pensar nessa parte se tenho uma franquia?”.

Nesse cenário, a primeira coisa que deve saber é que ser um franqueado nem sempre é sinônimo de ser bem-sucedido. É fato que o franchising é muito mais vantajoso, mas é necessário executar uma boa gestão se você deseja se destacar e garantir um crescimento financeiramente saudável para o seu negócio.

É por isso que neste post vamos abordar essa questão e apresentar os 4 principais grupos de indicadores. Então, que tal entender melhor e saber como aplicar esse conhecimento na sua rotina? É só acompanhar!

Qual a importância de analisar os demonstrativos financeiros?

Essa pergunta é facilmente respondida quando pensamos no dia a dia de uma empresa. É normal o empreendedor ter que tomar decisões, pagar contas, verificar a possibilidade de expandir o seu negócio e por aí vai. Essas características são inerentes a qualquer tipo de empreendimento, inclusive as franquias.

Todas essas situações rotineiras — e que muitas vezes são operacionais, como é o caso de pagar contas — exigem o suporte de um aspecto estratégico, que nem sempre está presente. É aí que entra a importância de analisar os demonstrativos financeiros.

Esses documentos contábeis, fiscais e financeiros são altamente relevantes para que o empreendedor consiga mensurar a performance financeira do seu negócio. Veja os principais demonstrativos!

Balanço Patrimonial (BP)

Esse é um relatório contábil que demonstra o patrimônio organizacional e indica a condição financeira atual do negócio. É mais comumente realizado ao final do ano, mas pode ser executado a qualquer momento.

O objetivo da análise do BP é equilibrar os recursos pela avaliação de ativos, passivos e patrimônio líquido. O primeiro item representa os direitos e bens da organização. Em outras palavras, o que gera valor para o negócio, como o estoque. Já o segundo são as obrigações da empresa, ou seja, o que é preciso ser pago, como os fornecedores e a folha de pagamento. A diferença entre os dois resulta no terceiro elemento.

Perceba que quando o ativo é positivo, a empresa é capaz de honrar seus compromissos. Caso contrário, tem um passivo descoberto, isto é, dívidas que somam mais do que os valores dos bens.

Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE)

Esse é um dos relatórios mais relevantes por apresentar se as contas são positivas e negativas. Ele reúne todas as informações financeiras para indicar se houve prejuízo ou lucro no exercício líquido. Apesar de poder ser realizado a qualquer momento, deve ser definido um período específico para se ter mais eficiência na análise financeira.

Fluxo de caixa

Seu principal benefício é demonstrar a posição financeira do negócio em determinado período. Para uma franquia, o ideal é que sua conferência ocorra diariamente. Assim, é possível compreender a movimentação do dinheiro, bem como o resultado das contas bancárias e aplicações financeiras. A partir dessa análise fica mais fácil planejar em que os recursos serão empregados e se evita o atraso de pagamento por falta de dinheiro.

Esses e outros arquivos permitem extrair dados para ter uma visão geral do negócio. A partir disso é possível tomar decisões mais precisas, o que aumenta a competitividade e possibilita ao empreendedor destacar a sua unidade franqueada.

Além disso, esses documentos são obrigatórios em algumas situações, especialmente para a aprovação de um empréstimo ou financiamento. Por que isso acontece? É simples: os demonstrativos financeiros detalham os recursos disponíveis em caixa e a capacidade da sua empresa de honrar seus compromissos.

Assim, as demonstrações especificam: gastos, retorno sobre o investimento, faturamentos previstos e análise da saúde financeira. Porém, uma de suas principais finalidades é fornecer os indicadores, que ajudam a compreender mais detalhadamente o contexto do negócio.

Gestão Financeira de Franquia

Como funcionam os indicadores?

Esses índices são obtidos a partir dos demonstrativos financeiros, que fornecem dados relevantes sobre o negócio. Com o cálculo dos diferentes indicadores existentes é possível descobrir os pontos fortes e fracos do negócio, elaborar novos planos e ajustar o que for necessário.

Nesse cenário, os relatórios oferecem o embasamento necessário ao empreendedor. É a partir deles que se consegue identificar o melhor caminho a seguir e pode realizar uma gestão financeira verdadeiramente estratégica e eficiente.

Afinal, os indicadores, em suas mais variadas categorias, possibilitam ter uma visão ampla sobre a saúde financeira do negócio. Com o tempo fica fácil comparar resultados com os dados históricos e avaliar se houve progresso ou se ainda existem correções necessárias.

Mas o que efetivamente são os indicadores? São métricas e mecanismos que facilitam a coleta e a geração de informações sobre uma área e situação específicas. No caso deste post, estamos abordando os índices financeiros, isto é, que estão diretamente relacionados à saúde e viabilidade da sua franquia.

Em resumo, os indicadores são fontes de informação. Eles possibilitam aprofundar o conhecimento sobre o seu negócio e verificar se ele realmente está trazendo lucro ou se apenas tem receita. Afinal, se os gastos forem muito altos, o faturamento será corroído e, no final, sobrará muito pouco ou nada.

É justamente isso que os indicadores avaliam, entre outras coisas. Desse modo, fica mais fácil alcançar os objetivos estratégicos e realizar mudanças que facilitem chegar ao sucesso.

Quais são os diferentes tipos de indicadores?

Há 4 categorias principais, que agrupam os índices de acordo com a finalidade da análise e a origem dos dados. Veja, a seguir, para que servem e como calculá-los!

1. Indicadores de rentabilidade

São os responsáveis por analisar os lucros da empresa em relação a vendas, capital investido e ativos. São muito úteis quando o objetivo é comparar a performance financeira e da empresa em diferentes períodos e verificar se houve o retorno do capital investido.

Veja alguns dos principais indicadores de rentabilidade!

1.1 Margem operacional

Define quanto resta de dinheiro após a dedução de todas as despesas, com exceção do Imposto de Renda (IR). Dito de outra forma, a ideia é mensurar a eficiência operacional do negócio, ou seja, o quanto das receitas líquidas derivadas de serviços e vendas vieram das atividades operacionais.

Seu cálculo é realizado pela divisão do resultado operacional pela receita líquida de vendas. Assim, se o primeiro fator for de R$ 1 mil e a comercialização de produtos e serviços totalizou R$ 10 mil, a margem operacional é de 10%. Em outras palavras, para cada R$ 100 vendidos, a empresa ganhou R$ 10, desconsiderando os impostos.

1.2 EBITDA

Conhecido também como LAJIDA — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização —, o EBITDA é similar à margem operacional, mas ignora as despesas financeiras e a desvalorização dos itens. Por isso, costuma ser mais utilizado pelos especialistas.

Esse indicador possibilita entender como as vendas impactam o caixa da empresa e qual o retorno é oferecido em termos de dinheiro. Sua fórmula para cálculo é: EBITDA = lucro operacional antes do IR e receitas / (despesas financeiras + depreciação + amortização).

1.3 Margem líquida

Determina o percentual que sobrou de cada real de venda depois de todas as despesas serem deduzidas, inclusive o Imposto de Renda. É outro indicador semelhante à margem operacional, mas que utiliza o lucro líquido, que é o que restou depois de fazer todos os pagamentos.

Na prática, a margem líquida indica se o negócio está dando certo ou não. Seu cálculo é realizado pela fórmula: margem líquida = lucro líquido / vendas líquidas x 100. O resultado já sai em percentual.

Por exemplo: se a sua franquia obteve um lucro líquido de R$ 20 mil e vendas líquidas de R$ 60 mil, sua margem líquida é de 33,33%, o que significa que teve esse percentual de retorno para cada real da receita já descontando todas as despesas.

2. Indicadores de liquidez

Apontam se a empresa é capaz de honrar seus compromissos em curto prazo até a data de vencimento. De modo geral, faz uma análise da segurança financeira da sua unidade franqueada e de sua solvência.

4 principais indicadores de liquidez. Veja!

1.4 Liquidez corrente

Indica quanto a empresa tem a receber em relação ao que deve pagar no mesmo período de tempo. O esperado é que o resultado esteja sempre acima de 1. Caso contrário, significa que o negócio está endividado e pode deixar de cumprir as suas obrigações.

O cálculo é feito da seguinte forma: liquidez corrente = ativo circulante / passivo circulante. O primeiro elemento se refere aos bens e direitos que podem ser transformados em dinheiro. É o caso do valor em caixa, conta-corrente bancária, contas a receber, despesas antecipadas, estoques etc.

Já o segundo são as obrigações a serem quitadas em 1 ano, como contas a pagar, dívidas com fornecedores, impostos a recolher, provisões, salários a pagar e mais.

1.5 Liquidez seca

É similar ao anterior, mas o cálculo ignora os estoques. A justificativa é o fato de esse item ter liquidez incompatível com o grupo patrimônio em que está alocado. Portanto, a liquidez seca sempre será igual ou menor do que a corrente.

Além disso, é um indicador mais preciso, porque os estoques só podem ser convertidos em dinheiro se as vendas se concretizarem. O cálculo é realizado assim: liquidez seca = (ativo circulante – estoques) / passivo circulante.

1.6 Liquidez imediata

É considerado o indicador mais conservador de liquidez. Isso porque contabiliza apenas saldos bancários, de caixa e aplicações financeiras, que são as contas que efetivamente podem ser transformadas em dinheiro rapidamente, caso seja necessário para quitar alguma obrigação.

Devido à sua característica, é um indicador utilizado mais para a avaliação do cenário de curtíssimo prazo. Sua fórmula é: liquidez imediata = disponível / passivo circulante.

1.7 Liquidez geral

É um indicador utilizado quando se quer ir além do curto prazo, já que também analisa as previsões de médio e longo períodos. O cálculo contempla as obrigações e direitos para os 12 meses seguintes, caso de empréstimos a pagar e vendas parceladas.

Sua fórmula é a seguinte: liquidez geral = (ativo circulante + realizável em longo prazo) / (passivo circulante + exigível em longo prazo).

3. Indicadores de estrutura de capital

São uma maneira eficiente de avaliar:

  • o endividamento da organização, isto é, a quantia de terceiros utilizada para financiar o funcionamento do negócio;
  • a capacidade da empresa de gerar caixa para pagar as principais dívidas e os juros;
  • a garantia de crescimento sustentável das atividades empresariais.

Veja quais são os principais!

1.8 Endividamento total/patrimônio

Compara a quantia devida pela empresa a terceiros e o montante investido pelo empreendedor. Se essa relação apresentar um índice muito alto, pode haver dificuldade de obter financiamentos ou problemas para gerar caixa, pois parte significativa do lucro é utilizada para pagar juros e dívidas. Seu cálculo contempla a diferença entre o capital da empresa e as dívidas que tem.

1.9 Cobertura de juros

Mensura se a empresa tem capacidade de quitar os juros das dívidas sem comprometer a geração de caixa. É complementar à análise do indicador anterior, porque o negócio pode ter um endividamento alto, mas uma boa cobertura de juros. O cálculo costuma ser feito pela divisão do lucro antes de juros e impostos (EBIT) pelas despesas financeiras brutas.

4. Indicadores de atividade

Têm como foco mensurar a agilidade com que as contas da empresa são transformadas em caixa ou vendas. Os indicadores costumam ser:

2.0 Giro de caixa

Mede quantas vezes em determinado período o caixa da empresa gira. Geralmente, quando a liquidez corrente apresenta um resultado baixo, esse indicador está alto, o que significa que o dinheiro recebido pelas vendas é utilizado rapidamente para financiar as atividades.

O cálculo é feito da seguinte forma: giro de caixa = receitas / capital circulante. Esse segundo fator da divisão se refere à parte do capital voltada às despesas operacionais. Nesse caso, estão incluídos salários, matérias-primas, energia, materiais auxiliares e mais.

2.1 Fluxo de caixa

Permite o controle de caixa e da movimentação financeira em um período de tempo específico. Para que seja eficiente, é importante detalhar todas as entradas e saídas, por mais insignificantes que sejam.

Esse monitoramento é mais eficaz quando é utilizado um software de gestão financeira. Esse sistema servirá como uma verdadeira base de dados, o que diminui a chance de erros e aumenta os subsídios para o empreendedor tomar decisões.

O fluxo de caixa está dividido em 2 categorias:

Fluxo de caixa projetado

Realiza uma projeção a partir dos lançamentos realizados, medida que facilita a elaboração de estratégias direcionadas ao uso dos recursos financeiros. Nesse sentido, as principais funções do fluxo de caixa projetado são:

  • organização, porque possibilita prever os pagamentos e recebimentos futuros;
  • correção, pois facilita a realização de ajustes que permitem sair do vermelho e interromper as perdas;
  • afirmação, já que permite projetar investimentos para fazer o negócio crescer e se expandir — no caso da franquia, auxilia a pensar qual o melhor momento para adquirir outra unidade.
Fluxo de caixa livre

Tem a responsabilidade de mensurar a capacidade da empresa de gerar capital em curto, médio e longo prazos. Assinala o saldo disponível ao comparar com o fluxo de caixa operacional, que considera o desconto do pagamento da dívida e o recebimento de empréstimos.

Essa análise permite a você identificar deficit ou superavit. No segundo caso, pode pensar em aplicar o capital ocioso para ter uma geração de renda. Caso contrário, é preciso delinear estratégias para sair do endividamento.

Em qualquer dos casos, é importante destacar que o fluxo de caixa deve ser sempre comparado a outros indicadores, porque isoladamente tem pouca serventia e impossibilita chegar a uma conclusão. No entanto, esse instrumento auxilia a fazer um planejamento empresarial mais preciso.

2.2 Giro de estoques

Chamado também de rotatividade, esse indicador aponta a velocidade de renovação do inventário em um período predeterminado ou quanto tempo em média o produto costuma ficar estocado antes de ser comercializado.

Quando o resultado for menor que 1, há uma indicação de que sobraram produtos armazenados. Se for maior, aconteceu pelo menos uma renovação no intervalo de tempo avaliado. O cálculo é feito pela relação entre a quantidade vendida no período e o total de itens estocados.

2.3 Período médio de cobrança

Assinala o prazo médio de crédito das cobranças da empresa. Portanto, é útil para analisar as políticas relativas a essas questões. A fórmula é: duplicatas a receber / média de vendas por dia.

Afinal, como usar os indicadores na prática?

Este post apresentou uma série de indicadores que ajudam o empreendedor a avaliar a situação da sua empresa, identificar a necessidade de ajustes e acompanhar os resultados obtidos. A questão é: como utilizá-los de fato no seu negócio?

Veja algumas dicas que ajudarão a colocar essa ideia em prática!

Defina uma estratégia de utilização

Os indicadores devem ter um propósito. O ideal é contar com:

  • fundamentação;
  • finalidade;
  • meta;
  • fórmula;
  • frequência de apuração e revisão;
  • fonte dos dados;
  • responsável pela mensuração.

Para a unidade franqueada, que é um negócio de micro ou pequeno porte, algumas etapas podem ser simplificadas. O ideal, aqui, é analisar o planejamento estratégico e identificar as reais necessidades do seu negócio. A partir disso, será possível definir os índices mais importantes.

Lembre-se também de considerar os seus objetivos. Por exemplo: os gastos estão muito altos? Então, é preciso pensar em formas para obter a redução de custos. Isso pode ocorrer de maneiras diversas, como diminuição do desperdício de materiais de escritório, do valor da conta de luz, da fatura de telefone devido à troca por um plano mais barato etc.

Determine uma maneira de acompanhar os resultados

Os relatórios financeiros são imprescindíveis nesse momento. No entanto, elaborá-los manualmente dá muito trabalho e você ainda corre o risco de cometer algum erro. Por isso, vale a pena investir em um software de gestão financeira, que centralizará os dados em um só lugar e fará algumas atualizações automaticamente.

Saiba interpretar os resultados obtidos

A análise da performance financeira exige uma interpretação adequada dos dados. É somente a partir dessa etapa que eles se tornam informações relevantes e que podem ser usadas para as tomadas de decisão estratégica.

O ideal é responder os seguintes questionamentos:

  • O que os indicadores apontam sobre o negócio?
  • Qual o impacto dos resultados?
  • Qual a relação entre os dados obtidos e o planejamento estratégico?

Tome a atitude correta

As respostas às perguntas anteriores determinarão quais são as melhores ações a serem tomadas em sua empresa. Lembre-se ainda de que as análises podem considerar o regime de caixa, que prevê a consideração das movimentações na data do efetivo recebimento, ou o de competência, que leva em conta o dia do fato gerador.

Com base nessa avaliação você consegue perceber se precisa, por exemplo, treinar os seus colaboradores para melhorar os resultados obtidos, reduzir os custos, definir metas mais realistas, entre outras possibilidades.

Em suma, os indicadores são altamente relevantes para identificar a viabilidade do seu negócio. Eles podem ser usados desde o início, porque ajudam a diminuir as incertezas e permitem que você, como empreendedor, tome decisões melhores e mais acertadas.

Perceba que esses índices também servem como guia de qual caminho seguir. Assim, você pode definir limites de gastos e metas de faturamento. Com o tempo, perceberá a evolução obtida por sua empresa e identificará comportamentos específicos, que facilitarão o entendimento de todo o contexto em que sua franquia está envolvida.

Por fim, agora você já sabe que os indicadores só podem ser calculados a partir dos dados coletados nos demonstrativos financeiros. Essa é a maneira mais correta de colocar essa ideia em prática e ter mais eficiência na sua análise da performance financeira.

Gostou das dicas do post? Então, que tal fazer o teste gratuito de um software de gestão financeira específico para as franquias? Acesse o formulário e tenha acesso por 30 dias ao sistema que fornecerá todos os dados necessários para avaliar o desempenho do seu negócio. Sucesso!

1 comentário


  1. Ótimo artigo. Muita informação interessante aí. Parabéns!

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